Resolução de Problemas

Nesta capitulo, relacionaremos os principais elementos necessários para a resolução de problemas em uma rede.

Técnicas de Troubleshooting - Um pouco de teoria...

Definição

Troubleshooting é o conjunto de ações orientadas à resolução de problemas na infraestrutura de redes, computadores, sistemas ou serviços correlatos. O seu único propósito é o de sanar o problema, restaurando assim o bom funcionamento do equipamento, rede, sistema ou serviço afetado, preferencialmente em tempo hábil e sem causar distúrbios adicionais para os usuários no decorrer do processo.

O troubleshooting consiste de ações de definiçãoanálisediagnóstico e reparo, e fazendo isto devidamente com auxílio de processos, ferramentas e boas práticas.

Roteiro recomendado de troubleshooting 

Todo o processo é dividido em três fases primárias, denominadas ProblemaDiagnóstico e Solução. Cada uma destas fases possui etapas, e cada uma destas etapas contém um conjunto de ações específicas para o tratamento e condução do suporte ao problema. O que será mostrado a seguir é uma expansão dos conceitos de cada fase.

Nesta fase, o principal objetivo é a definição do problema. Como a dinâmica para surgimento de problemas envolve diversas possibilidades para cada caso, fica impraticável por muitas vezes corrigir um problema sem causar outros problemas, ou resolver o problema em tempo hábil. Uma coisa é certa: uma hora ou outra o problema será resolvido!

As questões aqui na verdade são: 

a) você conseguirá resolver o problema em tempo hábil, buscando minimizar os impactos para o negócio? 

b) você conseguirá resolver o problema sem causar distúrbios adicionais (graves ou não) para o ambiente?

Isto tudo pode ser evitado em grande parte através da correta definição do problema.

Tão importante quanto definir o problema é saber diagnosticá-lo o mais precisamente possível. A proposta desta fase é conduzir diagnósticos efetivos alimentados pelas conclusões obtidas na fase "Problema" supracitada. Uma vez que você for capaz de compreender o problema com clareza (ou seja, defini-lo), você estará apto para iniciar o trabalho de coleta de informações e análises correspondentes com o intuito de identificar a causa-raiz e de completar o seu diagnóstico com maior clareza.

A qualidade da definição do problema impactará positiva ou negativamente o seu diagnóstico. Por onde começar o seu diagnóstico? Qual equipamento você acessará primeiro para coletar informações? Quais áreas funcionais da configuração e operação daquele equipamento deverão ser verificadas em primeira e segunda instâncias? Quais deverão ser as suas expectativas de comparação, contraste e constatação?

Esta fase promoverá a correção do problema que:

a) foi definido/compreendido corretamente,

b) foi analisado e diagnosticado corretamente.

Na verdade, é mais que isso. Bem mais que isso. É resolver o problema com qualidade de ações, atitude e responsabilidade.

Esta fase constitui na correção do problema de forma mais cirúrgica, e não "matar uma barata com bala de canhão" como ocorre em muitos casos. Será nesta fase que você determinará o roteiro de correção do problema, as implicações e riscos associados com as manobras corretivas, ou seja, se a manobra de correção apresenta riscos de indisponibilidades parciais ou totais em caráter temporário, isto é, se haverá mais impacto ou não no ambiente para resolver aquele problema. E será nesta fase que você validará a necessidade de abertura de processo de Gestão de Mudança (GMUD) em caráter emergencial, se deverá haver um plano de comunicação com gestores e clientes, definir o plano de validação e rollback, dentre outras iniciativas.

Abordagem detalhada

Com base nas 3 etapas iniciais, iremos detalhar estes parâmetros para uma abordagem estruturada de Troubleshooting, conforme a imagem abaixo:

image-1608724099944.png

Etapas da fase "Problema"

A parte mais crítica do processo de resolução de problemas ("troubleshooting") é a condução de uma análise adequada com o objetivo de definição do problema. Algumas sugestões de ações cabíveis neste estágio tão importante:

Este pequeno roteiro embarca fatores tais como escopo temporal + perímetro + qualitativo + quantitativo, fomentando toda a lógica de análise preliminar e a devida compreensão do problema, ou seja, trazendo à tona todas as informações que você precisa saber para definir o problema! A qualidade das confirmações das situações e contextos acima ditará o seu grau de sucesso no troubleshooting nas etapas posteriores.

Isto é o que chamamos de Abordagem de Troubleshooting Estruturado.

Etapas da fase "Diagnóstico"

Verifiquemos o roteiro esmiuçado e recomendado da fase Diagnóstico.

Colete informações

Com a definição do problema realizada com êxito, aqui você buscará coletar as informações necessárias para promover um diagnóstico efetivo do problema. Os equipamentos que você deverá acessar e as respectivas áreas funcionais a serem inspecionadas, enfim, tudo isto dependerá das informações obtidas durante a definição do problema. Já neste estágio, você deverá saber quais tecnologias (protocolos, serviços) deverão ser verificadas e em quais equipamentos você deverá conduzir estas verificações inicialmente.

Aqui você analisará logs, processos, CPU, memória, filas, buffers, interfaces, VLANs, tabelas MAC, ARP cache, vizinhanças/adjacências de protocolos de roteamento, estruturas de dados dos protocolos de roteamento, tabela de roteamento, ACLs, policies de BGP ou IGP, NAT, e tantos outros, mas tudo aquilo e somente os componentes que tiverem relação ou conexão parcial ou total com a definição do problema.

Analise as informações coletadas

Na medida em que a coleta de informações vai desenrolando-se, você deverá traçar uma estratégia de análise para cada componente inspecionado. Em outras palavras, saber exatamente o que olhar e o que verificar em cada situação coletada. Isto inclui estado das interfaces, erros nas interfaces, configuração das interfaces (endereços IP, MTU, etc.), configurações e estados VLAN/802.1Q/STP/etc., configurações e estados de protocolos de roteamento (métricas, áreas, autenticações, políticas, filtros, adjacências, etc.), rotas na tabela de roteamento, serviços diversos e que por ventura se façam presentes (ex: port security, DHCP Snooping, DAI, IPSG, IP SLA, PBR, PPPoE, NAT, QoS/policy, o que for.. etc.), e assim por diante.

Obviamente isto exigirá bons conhecimentos sobre cada uma das tecnologias mantidas nas coletas que você realizou, como elas funcionam, como interagem, e quais são os requisitos de integração de cada uma destas tecnologias.

Elimine hipóteses

Das informações que você coletou, e após efetuar as análises preliminares, você deverá saber identificar o que certamente não contribui para o problema, ou o que não promoveu participação para o surgimento do problema.

O foco é o seguinte: tudo o que não for relacionado ao problema deverá ser desconsiderado.

A ideia aqui é fazer você ir ao campo de batalha com as armas necessárias apenas e com, no máximo, 3 possibilidades de ações visando a correção do problema. Além de levar muito mais tempo, é pouco efetivo, confunde, e pode causar outros e indesejáveis problemas, além de estresse emocional. Procure ser cirúrgico na hora de eliminar possibilidades, pois não adianta você encaminhar "10 possibilidades" para a fase de solução!

Etapas da fase "Solução"

Verifiquemos o roteiro esmiuçado e recomendado da fase Solução.

Proponha hipóteses

Em muitos casos você pode ter sido muito eficiente ou ter tido sorte, pois o problema foi fácil de diagnosticar! Isto é, você definiu bem o problema, fez as análises devidas, e, num piscar de olhos, conseguiu identificar a causa-raiz do problema!

No entanto, em muitos casos, poderão restar dúvidas, pois o diagnóstico do problema em questão talvez possa ser mais complexo e exigir mais conhecimentos por parte do analista, mas que, mesmo assim, você acredita que o problema esteja relacionado a duas ou três possibilidades, cujas interpretações são decorrentes da análise de informações e eliminação de hipóteses. Neste caso, a sugestão aqui é a de propor as hipóteses restantes devidamente classificadas por fidelidade (com o problema) versus o risco e esforço de implementação da correção.

Por exemplo, você tem duas hipóteses para resolver um determinado problema: uma delas, aparentemente a mais óbvia de ser o problema, mas que você não tem muita certeza ainda, exige uma manobra que provocará algum distúrbio na rede, tipo uma indisponibilidade. Já a segunda hipótese, menos provável de ser o problema, exige uma manobra corretiva mais rápida e que ainda apresenta zero risco para o negócio. Em razão disto, você poderá optar por aplicar a hipótese #2 e, caso não dê certo, fazer o rollback, e agendar a manobra necessária para a execução da hipótese #1, seja em caráter emergencial ou em horário apropriado, dependendo da urgência para o saneamento do problema no seu caso.

Testar hipóteses

É exatamente aqui que você conduzirá as ações especificamente corretivas. Não saia mexendo em vários componentes de uma vez só! Seja organizado e tenha o controle absoluto da situação. Isto significa que você deverá implementar uma única ação corretiva (hipótese) por vez, sabendo que, em muitos casos, uma única hipótese poderá exigir a intervenção de uma ou mais tecnologias e em um ou mais equipamentos. Execute o procedimento com cautela, e faça as validações devidas para confirmar a correção do problema. Certifique-se que a manobra não tenha causado outros problemas (as vezes resolve “aquele” problema, mas pode afetar outras coisas na rede).

Não funcionou? Desfaça a alteração e implemente a próxima hipótese, ou, caso o problema não tenha sido corrigido, mas a correção (que não deu certo) é necessária mesmo assim, talvez esteja faltando conhecimentos para resolver o problema ou que talvez algum componente adicional tenha ficado de fora. Ou você (talvez) não tenha sido eficiente durante a coleta e análise de informações.

É a parte mais difícil de todo o processo de suporte, por isto que insisto que você seja bem efetivo nos estágios anteriores, justamente para atenuar a complexidade de compreensão, diagnóstico e correção do problema aqui, neste estágio.

Problema Resolvido

Aqui você celebrará a resolução do problema! Aliás, não somente isto, aproveite a oportunidade para documentar o problema e a solução empregada, e fazendo isto em uma base de conhecimentos que poderá servir para capacitar os times de suporte para que o problema em questão possa ser evitado futuramente, ou, caso haja nova ocorrência, ter a solução ou correção implementada em menor prazo e esforço.

Referência: 

Abordagens para o Troubleshooting Eficaz de Problemas Típicos na Rede do ISP

Levantamento de indicadores

Durante a tratativa de um problema, o primeiro e mais importante passo é o levantamento de indicios que permitam a identificação do problema. 

Esses indicadores podem ser métricas ou registrod de eventos (logs).

Métricas

As métricas são valores de referencia em um determinado sistema (Ex,: Uso de CPU, numero de acessos a pagina, etc). Estes valores podem ser registrados através de sistemas de monitoramento de rede (NMS), como Zabbix, LibreNMS, Cacti, etc.

Registro de Eventos (Logs)

Os Logs são registros de eventos ocorridos em uma determinada aplicação ou sistema operacional. Estes logs podem ser encontrados em um local padrão (Ex.: /var/log, no caso do Linux) ou em locais especificados na configuração da aplicação.

Topologia

O desenho da topologia de uma rede tem por objetivo criar um modelo visual da rede lógica da instituição. 

Esta topologia permite as envolvidos em uma tratativa o alinhamento claro das ideias discutidas, e identificação de possiveis pontos de falha em uma rede.

Estes desenhos pode ser realizados em aplicações diversas, como: DIA UML, DrawIO, etc.

Abaixo colocamos o exemplo de 2 modelos presentes no DrawIO.

 

 

 

Topologia de Exemplo - B.png

 

Topologia de Exemplo - A.png


Monitoramento

Documentação de Rede - Atlas / Netbox

Sumário

  1. Por quê documentar?
  2. O que é o NetBox
  3. Acesso ao Sistema
  4. Navegação Básica
  5. Conceitos Importantes
  6. O Tenant e as Permissões
  7. Cadastro de Objetos por Módulo
  8. Boas Práticas para os Campi
  9. Consultas e Filtros
  10. Erros Comuns

1. Por quê documentar?

A documentação da rede é uma etapa fundamental para a perenidade de sua rede, uma vez que esta documentação favorece a analise e resolução de problemas.

Durante os anos a documentação da rede do IFSP passou por estágios de maturação, saindo da documentação da rede em planilhas e posteriormente em aplicações web espeficicas para este fim (Ex.: Racktables, Hub e Netbox).

Atualmente a aplicação responsavel por manter a uma documentação fidedigna da rede do IFSP é o Netbox, disponivel na URL https://atlas.ifsp.edu.br.

2. O que é o NetBox

O NetBox é uma aplicação web desenvolvida com o objetivo de funcionar como a fonte de verdade (Source of Truth) para:

Uma boa referencia, mostrando o Netbox desde a instalação até o seu uso foi apresentada na Semana de Capacitação do Nic.br.

Regra de ouro: Se está na rede, deve estar documentado no NetBox.


3. Acesso ao Sistema

URL

https://atlas.ifsp.edu.br

Atlas - RET.png

Login

Permissões

O usuário só pode criar, visualizar e alterar objetos que estejam associados ao Tenant do seu campus. Por isso, ao cadastrar qualquer objeto no NetBox, é obrigatório selecionar o Tenant correto.

Exemplo: Usuários da CTI do campus "Reitoria" só podem editar objetos cujo Tenant seja "Reitoria" (slug ret).


4. Navegação Básica

Menu Principal

Menu O que contém
**Organization** Sites, Tenants, Contacts
**Devices** Devices, Racks, Device Types, Manufacturers
**Connections** Cables, Interfaces
**IPAM** Prefixes, IPs, VLANs, VRFs, ASNs
**Circuits** Providers, Circuits
**Virtualization** VMs, Clusters

Barra de Pesquisa

Use a barra de pesquisa global (topo da tela) para encontrar qualquer objeto por nome, IP ou identificador.

Filtros

Cada listagem possui filtros laterais. Use-os para localizar objetos do seu campus (filtre por Site, Tenant ou Tag).


5. Conceitos Importantes

Hierarquia Física

Region → Site → Location → Rack → Device
Conceito No IFSP
**Region** Estado de São Paulo
**Site** Campus (ex: Campus Reitoria)
**Location** Sala/Andar (ex: Sala de Telecom Bloco A)
**Rack** Rack físico (ex: Rack-01)
**Device** Equipamento (ex: SW-CORE-RET-01)

Hierarquia Lógica (IPAM)

VRF → Prefix → IP Address
VLAN Group → VLAN

Tenant (Inquilino)

Identifica quem é responsável por um recurso. No nosso caso, cada campus é um tenant.

Tag

Etiqueta para classificação adicional. Usamos tags com a sigla do campus (ex: ARQ, BRT, CMP).


6. O Tenant e as Permissões

Como funciona o controle de acesso

No Atlas (NetBox do IFSP), as permissões de cada equipe são controladas pelo Tenant (inquilino). Cada campus possui um Tenant próprio, e o sistema utiliza o filtro tenant__slug nas regras de permissão para determinar o que cada usuário pode ver e editar.

Constraint de permissão:  { "tenant__slug": "ret" }

Isso significa que o usuário do campus RET só consegue visualizar e modificar objetos cujo Tenant tenha o slug ret.

Resumindo: Se um objeto não estiver associado ao Tenant do seu campus, você não terá acesso a ele.

Ao cadastrar qualquer objeto no NetBox (device, rack, prefix, IP, VLAN, etc.), obrigatoriamente selecione o Tenant do seu campus. Se o campo Tenant ficar vazio ou com valor incorreto:

REGRA FUNDAMENTAL: Sempre preencha o Tenant

O que é o Slug do Tenant?

O slug é o identificador interno do Tenant. Ele é definido em letras minúsculas, sem espaços ou acentos. Os slugs já estão configurados para cada campus — você não precisa criá-los, apenas selecionar o Tenant correto na lista suspensa ao cadastrar objetos.

Exemplo:

Tenant (nome exibido) Slug (usado nas permissões)
Araraquara `arq`
Barretos `brt`
Campinas `cmp`

Regras do Slug (para referência)

Regra Exemplo Correto Exemplo Errado
Somente letras minúsculas `arq` `ARQ`
Sem espaços (use hífen) `brt-a` `brt a`
Sem acentos `hortolandia` `hortolândia`
Sem caracteres especiais `brt-a` `brt/a`

Na prática: como garantir que o Tenant está correto

  1. Ao criar ou editar qualquer objeto, localize o campo Tenant
  2. Selecione o nome do seu campus na lista suspensa
  3. Se o campo já estiver preenchido com o Tenant correto, não altere
  4. Nunca selecione o Tenant de outro campus

Onde o Tenant deve ser preenchido

O campo Tenant está presente nos seguintes objetos:


7. Cadastro de Objetos por Módulo

7.1 Devices (Equipamentos)

Caminho: Devices → Devices → + Add

Campo Descrição Exemplo
Name Nome do equipamento (padrão de nomenclatura) `SW-CORE-RET-01`
Device Role Função do equipamento Switch
Device Type Modelo exato Extreme X460-G2-48p
Site Seu campus Campus Reitoria (RET)
Location Sala onde está Telecom Bloco A
Rack Rack onde está montado Rack-01
Position Posição U no rack (de baixo para cima) 20
Tenant Seu campus Reitoria
Tags Adicione a tag do campus RET

7.2 Racks

Caminho: Devices → Racks → + Add

Campo Descrição Exemplo
Name Identificação do rack Rack-01
Site Seu campus Campus Reitoria (RET)
Location Sala Telecom Bloco A
Height Altura em U 42
Tenant Seu campus Reitoria
Tags Sigla do campus RET

7.3 Prefixes (Redes IP)

Caminho: IPAM → Prefixes → + Add

Campo Descrição Exemplo
Prefix Rede no formato CIDR 10.100.10.0/24
VRF Virtual Routing (veja tabela abaixo) Rede Intracampus
Tenant Seu campus Reitoria
Site Seu campus Reitoria (RET)
Status Estado atual Active
Description Descrição da rede VLAN 10 - Administrativo
Tags Sigla do campus RET

VRFs disponíveis:

VRF Quando usar
Rede Intracampus Redes internas do campus (10.x.x.x)
RNP IPs fornecidos pela RNP (200.133.x.x)
WAN-\[Provedor\] IPs de link do provedor
ASN-BGP Blocos BGP do IFSP (não editar sem autorização)
AWS VPCs na AWS (não editar sem autorização)

7.4 IP Addresses

Caminho: IPAM → IP Addresses → + Add

Campo Descrição Exemplo
Address IP com máscara CIDR 10.100.50.1/24
VRF Mesmo VRF do prefix pai Rede Intracampus
Status Active, Reserved, Deprecated Active
DNS Name FQDN se houver fw-ret.ifsp.edu.br
Description O que usa esse IP Gateway VLAN Servidores
Tenant Seu campus Reitoria
Tags Sigla RET
Assigned to Interface do device (se aplicável)

7.5 VLANs

Caminho: IPAM → VLANs → + Add

Campo Descrição Exemplo
VLAN ID Número da VLAN 10
Name Nome descritivo Administrativo
VLAN Group Grupo do campus RET
Site Seu campus Campus Reitoria (RET)
Tenant Seu campus Reitoria
Status Active Active
Tags Sigla RET

7.6 Cables (Cabeamento)

Caminho: Vá até a interface do device → clique em "Connect"

Campo Descrição Exemplo
Type Tipo do cabo CAT6a, SMF (fibra monomodo)
A Side Interface de origem SW-CORE-RET-01 → GigE 0/1
B Side Interface de destino FW-RET-01 → Port1
Status Connected Connected
Length Comprimento (opcional) 3m

8. Boas Práticas para os Campi

Nomenclatura de Devices

Use o padrão:

[TIPO]-[FUNÇÃO]-[CAMPUS]-[NÚMERO]
Tipo Exemplos
SW SW-CORE-PEP-01, SW-ACESSO-PEP-02
FW FW-RET-01
AP AP-RET-BLOCO-A-01
SRV SRV-RET-01

Checklist ao Cadastrar um Novo Equipamento

Checklist ao Documentar uma Nova Rede

O que NÃO fazer


9. Consultas e Filtros

Encontrar todos os dispositivos do meu campus

  1. Vá em Devices → Devices
  2. No filtro lateral, selecione Site = seu campus
  3. Ou filtre por Tag = sigla do campus

Encontrar IPs disponíveis numa rede

  1. Vá em IPAM → Prefixes
  2. Clique no prefix desejado
  3. Clique na aba IP Addresses
  4. Os IPs livres serão mostrados com status "Available"

Exportar dados

  1. Em qualquer listagem, clique no botão Export (canto superior direito)
  2. Escolha o formato: CSV, JSON ou YAML

Usar a API

O NetBox possui uma API REST completa:

https://atlas.ifsp.edu.br/api/

Documentação interativa (Swagger):

https://atlas.ifsp.edu.br/api/docs/

10. Erros Comuns

Erro Causa Solução
"A device with this name already exists" Nome duplicado no mesmo site Verifique se o device já foi cadastrado
"Duplicate IP address" IP já cadastrado naquele VRF Consulte quem está usando o IP
"This field is required" Campo obrigatório vazio Preencha todos os campos marcados com \*
"Invalid slug" Slug com caracteres inválidos Use apenas letras minúsculas, números e hífens
"Object not found" / Sem permissão Tenant incorreto ou ausente no objeto Edite o objeto e selecione o Tenant correto do seu campus
Não consigo ver meus objetos Faltou o Tenant correto Peça ao CAOTI/NTI para associar o Tenant ao objeto
Objeto sumiu após salvar Salvou sem Tenant ou com Tenant errado Contate o CAOTI/NTI para corrigir

Suporte

Em caso de dúvidas ou problemas de acesso:


Documento elaborado pela equipe da CAOTI / DTI - IFSP com apoio de IA (Sonet 4.5)